Apresentação
Résumé
O presente dossiê tem como objetivo reunir estudos que investigam os trânsitos entre a violentografia e a pornografia nas diversas formas artísticas, literatura, cinema, artes visuais e culturas digitais. Essas representações da violência e da sexualidade exploram não apenas os modos de expressão artística, mas também a inscrição dos corpos na arte, revelando aspectos profundos da cultura e dos movimentos estéticos de diferentes períodos históricos. Em um mundo cada vez mais saturado por imagens de sofrimento, pela espetacularização da dor alheia e pela mercantilização do desejo, torna-se essencial compreender como essas produções artísticas elaboram, tensionam e reconfiguram tais gêneros. Nesse sentido, os conceitos de “violentografia”, a partir de Schäffauer (2015), entendido como a escrita, visual ou simbólica, da violência, e de “pornografia”, compreendido como dispositivo estético e político de exposição do corpo e de seus limites, compartilham um eixo comum: a exibição do corpo.
Références
GINZBURG, Jaime. Roteiro para o estudo das relações entre literatura e violência no Brasil. Guia Bibliográfico da FFLCH–online, v. 1, p. 1-5, 2016. Disponível em: http://fflch.usp.br/guiabibliografico. Acesso em: 20 mar. 2025.
GINZBURG, Jaime. A violência constitutiva: notas sobre autoritarismo e literatura no Brasil. Letras, Santa Maria, n. 18/19, p. 121-144, jan./dez., 1999. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/letras/article/view/12080/7484. Acesso em: 25 de mar de 2025.
SCHÄFFAUER, Markus Klaus. Violentografia como trabalho de violência: desde Pixote a Cidade de Deus. Anais do Simpósio Internacional de Ensino de Língua, Literatura e Interculturalidade (SIELLI) e Encontro de Letras, v. 4, p. 1–18, 2024.
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